04/11/2021 às 13h10min - Atualizada em 04/11/2021 às 13h10min

Secretário prevê para janeiro o início vacinação de crianças e descarta desobrigar uso de máscaras

Geraldo Medeiros disse que, quando consultado pelo governador, será contra tornar facultativo o uso da proteção individual

Portal Correio
Máscaras ainda são decisivas no combate ao novo coronavírus | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, disse, em entrevista à TV Correio, que crianças de 5 a 11 anos devem começar a ser vacinadas contra Covid-19 em janeiro de 2022 com doses do imunizante da Pfizer. Assista aos vídeos mais abaixo.

Pesquisas mostraram que a vacina é segura para o grupo etário e o laboratório já pediu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a campanha.

Mesmo com o aumento da oferta de vacinas, o percentual de pessoas imunizadas com dose única ou duas doses ainda é baixo. Segundo Geraldo Medeiros, somente na Paraíba cerca de 700 mil pessoas ainda não retornaram aos postos de imunização para completar o esquema vacinal.

Por esse motivo, o secretário de Saúde ainda não considera prudente a desobrigação do uso de máscaras, mesmo em ambientes abertos. Geraldo Medeiros citou os exemplos do Reino Unido e de Israel, que tiveram altos índices de transmissão após, precocemente, tornarem facultativo o uso da proteção individual.

O secretário de Saúde ponderou que a Paraíba alcançou um quadro de estabilidade na pandemia, com segurança sanitária e baixa ocupação de leitos de terapia intensiva. No entanto, existem locais onde o cenário ainda é preocupante, como Cajazeiras, no Sertão, onde a foi verificada taxa de transmissão de 1.46.

“A população precisa ter consciência que pandemia não foi embora. A vacinação tem o objetivo primordial de evitar mortes e casos graves da Covid, mas ela não garante completamente que uma pessoa não possa ser infectada. E uma vez infectada, mesmo que sem sintomas, ela é capaz de transmitir a doença. Por isso é importante o uso de máscaras. Ainda não há espaço para desobrigar essa proteção. Não é momento para liberar geral”, cravou.

Assista à entrevista de Geraldo Medeiros à TV Correio:


 

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