25/06/2021 às 15h30min - Atualizada em 27/06/2021 às 00h00min

Por que as empresas devem considerar a digitalização de seus processos produtivos?

SALA DA NOTÍCIA Redação
Créditos: Pixabay

A digitalização de processos tornou-se protagonista no dia a dia das empresas. Com a transformação digital sendo acelerada com a chegada da pandemia, pequenos, médios e grandes modelos de negócios passaram a contar com mudanças em diversos aspectos e, todos, com a tecnologia envolvida em seus processos. O aumento de produtividade e criação de novos empreendimentos, tendo como foco especialmente a digitalização, são alguns desses exemplos em que as empresas tiveram que se adaptar, visto que os consumidores passaram a utilizar, cada vez mais, ferramentas digitais no cotidiano.

Segundo levantamento da 100 Open Startups, principal plataforma de open innovation do país, investir em inovação aberta tem sido a opção de diversas empresas brasileiras para se digitalizar – dados do primeiro trimestre deste ano mostram que 2,2 mil corporações têm contratos de inovação aberta com 3,1 mil startups. O número já supera largamente o registrado no último levantamento, realizado em agosto do ano passado, quando 2 mil companhias mantinham contratos com 1,3 mil startups.

Com o distanciamento social, as empresas precisavam lidar com processos, que antes eram feitos de forma presencial, e passaram a ser colocados em prática digitalmente. Um bom exemplo disso foi a contratação de novos funcionários, pois as startups especializadas em seus segmentos precisaram digitalizar suas cadeias produtivas. Segundo o Relatório Tachlash or Teclove 2020 da dentsu, multinacional japonesa de marketing, publicidade e soluções em dados e negócios, que contou com a participação de mais de 30 mil pessoas em 22 países diferentes, as marcas devem usar a tecnologia para facilitar a vida das pessoas. As experiências imersivas, por exemplo, são fundamentais para conhecer melhor o público. Além disso, as empresas devem proporcionar experiências humanas e positivas por meio dos canais digitais. 

Com o estímulo da compra online, por exemplo, a tiffin foods, plataforma de marketplace B2B, que conecta fornecedores de alimentos saudáveis e diferenciados com lojistas, chegou com o propósito de disruptar o mercado alimentício. Desde que iniciaram suas atividades, em março do ano passado, o marketplace, voltado aos alimentos naturais, sem glúten, sem lactose, sem açúcar, a granel e VEGs, ajuda o comerciante a economizar tempo no seu dia a dia. “Em apenas um minuto é possível fazer compras e cotações no aplicativo. Com fornecedores confiáveis à disposição, o processo pela busca por produtos, que durava de sete a 15 dias, agora é realizado em alguns minutos, na palma da mão”, diz Ana Carolina Pomini, sócia-fundadora da startup. A onda da digitalização chegou ao varejo para reabastecer o estoque de forma digital e a tiffin foods, recém-aportada pelo SCALEXOPEN, fundo de investimento para startups em estágio seed e pré-seed de base tecnológica com alto poder de escalabilidade, colabora com uma tecnologia que facilita e centraliza o processo de reabastecimento do estoque do comércio varejista.

Como consequência do alto investimento em tecnologia, o surgimento de novas soluções têm acontecido de forma acelerada e no mercado condominial não é diferente. Um software para as administradoras de condomínio é essencial para que uma empresa sobreviva na era digital e, com esse objetivo, a Group Software, empresa que desenvolve soluções há 25 anos para este setor. “A Imobiliária Digital é realmente um novo tipo de negócio baseado em diversas soluções tecnológicas que visam otimizar processos burocráticos e morosos, tanto para a empresa quanto para seus clientes. Aprimorando questões administrativas, locatícias e de compra e venda de imóveis”, comenta Carlos Rocha, Product Owner da Group Software.

Já a CargOn, logtech que atua como operador logístico digital no gerenciamento do transporte de indústrias e transportadoras, oferece uma linha de serviços que desburocratiza o setor. A plataforma permite a gestão completa da operação logística, desde a contratação de transportadoras e escolha da carga até o monitoramento de itens, com local de destino, previsão de entrega e sinalização em caso de possíveis atrasos, tudo de forma automatizada, promovendo eficiência e agilidade para embarcadores e transportadores. “Assumimos o pioneirismo no setor ao adotarmos a Inteligência Artificial (A.I.) da Microsoft para facilitar a identificação de motoristas e suas respectivas habilitações, evitando fraudes e roubos por falsos portadores”, explica Denny Mews, CEO da CargOn. O recurso valida o cadastro do motorista, que faz uma selfie com seu documento de habilitação. As imagens são enviadas para a portaria da empresa atendida juntamente à ordem de serviço. “O motorista também é beneficiado com a tecnologia, a partir de avaliações realizadas na plataforma, ampliando as chances para novos trabalhos”, completa o executivo.

De acordo com Luana Ribeiro, CEO da DevApi, startup de integração de sistemas, uma ótima alternativa para as startups que desejam passar por toda essa trajetória de digitalização é investir na tecnologia Application Programming Interface (API). "Na prática, o API é uma ferramenta capaz de automatizar diferentes sistemas da empresa. Ao promover essa automatização, a solução impacta diretamente no aumento da produtividade e na diminuição dos custos. Ela também contribui para a customização dessas atividades, trazendo fluidez entre as diferentes aplicações realizadas pelas empresas”, afirma. Outras vantagens da ferramenta apontadas pela executiva é o fornecimento de um caminho estruturado para trocar dados com parceiros de negócios, além de um sistema de integração de canais de atendimento ao consumidor.


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