05/07/2023 às 21h47min - Atualizada em 06/07/2023 às 00h00min

Mercado de games no Brasil: um setor que pode ganhar ainda mais potência com a regulamentação

A perspectiva é que, com o 'Marco Legal dos Games' - PL 2.796/21 que está em tramitação no legislativo brasileiro - o país eleve o seu patamar contando com diversos benefícios para a indústria, como segurança jurídica, captação de recursos, ampliação do mercado de games, entre outros

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Com receita de US$ 1,4 bilhão, país representa o maior mercado de games da América Latina e o 10º no mundo, contando também com mais de 100 milhões de jogadores de jogos eletrônicos


Julho de 2023 - O setor dos games no Brasil apresenta números expressivos e um grande potencial a ser explorado - e que deve atingir novos patamares, caso avance para a sua regulamentação. O Projeto de Lei 2.796/2021, conhecido como Marco Legal dos Games e que está em tramitação no legislativo brasileiro, tem trazido excelentes perspectivas que prometem contribuir para o crescimento e maior consolidação da indústria. Dentre elas estão maior segurança jurídica, captação de recursos, ampliação do mercado em si e geração de novos empregos.

 

Concentrada em fomentar o empreendedorismo para produção de jogos online no Brasil, a proposta está sob análise do Senado Federal e representa um dos principais movimentos para o desenvolvimento do segmento no mercado nacional. Com receita anual de aproximadamente US$ 1,4 bilhão, o território brasileiro já representa o maior mercado de games da América Latina e o 10º maior do mundo, segundo relatório da Brazil Games Export Program - contando também com mais de 100 milhões de jogadores de jogos eletrônicos.

 

Conforme constatou uma pesquisa global de Entretenimento e Mídia da PwC Brasil, as receitas do setor tendem a dobrar nos próximos cinco anos e atingir US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões). Até o momento, o crescimento anual é de 27,4%. Em 2021, o Brasil superou o México e se tornou o maior mercado da América Latina e, no ano de 2026, deve representar 47,4% da receita total na região.

 

Neste cenário, o mercado dos fantasy games também se mostra extremamente promissor. O Fantasy Sport é um esporte eletrônico que depende das habilidades e do conhecimento do competidor sobre as probabilidades envolvidas no evento esportivo. O Rei do Pitaco, o Cartola e o Cravada são exemplos populares de fantasy game. Fatores como o lançamento de apps e o crescente número de ligas esportivas impulsionam o segmento. Em 2022, o mercado global de esportes fantasy games faturou US$ 24 bilhões, e seu crescimento deve variar entre 5,23% e 7,72% ano a ano. Em um recorte nacional, o setor movimentou, no ano de 2021, cerca de R$ 66 milhões de reais.

 

Representantes do mercado de Fantasy Games alimentam a expectativa de um crescimento cada vez maior. Para a Associação Brasileira de Fantasy Sports (ABFS), entidade que representa o setor, o mercado tem um grande potencial a ser explorado no país, beneficiando e promovendo perspectivas para jovens: "apenas para o setor de fantasy games, com a regulamentação, estima-se um crescimento até 2026 de 120% e a geração de mais de 5.800 empregos diretamente voltado à juventude brasileira, hoje carente de oportunidades", afirma Rafael Marcondes, especialista em direito desportivo e presidente da Associação Brasileira de Fantasy Sport (ABFS). 

 

Rafael Marcondes reforça ainda que o maior objetivo é defender e proteger a atuação dos jogadores: “O principal desafio para o crescimento do mercado é a regulamentação do setor, por isso apoiamos uma maior segurança no exercício da atividade para jogadores, operadores e investidores. Acreditamos que o esporte eletrônico é uma atividade inclusiva, capaz de conectar socialmente e estimular habilidades pessoais”.  

 

Ainda de acordo com a ABFS, o Projeto de Lei 2.796/2021 está em consonância com a Lei de Liberdade Econômica e com as necessidades do mercado brasileiro. "Aguardamos com expectativa a aprovação, visto que será um passo importante para gerar tributos, empregos e renda, além de contribuir para a formalização do mercado”, complementa Marcondes.






 
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