30/09/2021 às 10h36min - Atualizada em 30/09/2021 às 10h36min

Desemprego recua para 13,7% e ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros

Queda na taxa é explicada pelo IBGE pelo aumento no número de pessoas ocupadas, que avançou 3,6% de um trimestre móvel para outro. PNAD Contínua aponta que taxa de informalidade foi de 40,8% da população ocupada, ou 36,3 milhões de trabalhadores informais

Correio Braziliense
(crédito: Divulgação/SEI BA)
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 13,7% no trimestre finalizado em julho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nível de desocupação caiu 1,0 ponto percentual ante o trimestre terminado em abril (14,7%) e ficou estável frente ao trimestre encerrado em julho de 2020 (13,8%).

A população desocupada (14,1 milhões de pessoas) caiu 4,6% (menos 676 mil pessoas) ante o trimestre terminado em abril de 2021 (14,8 milhões de pessoas) e aumentou 7,3% (mais 955 mil pessoas) ante o mesmo trimestre móvel de 2020 (13,1 milhões de pessoas). Número de brasileiros ocupados (89,0 milhões de pessoas) cresceu 3,6% (mais 3,1 milhões de pessoas) ante o trimestre móvel anterior e 8,6% (mais 7,0 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Segundo a pesquisa, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 50,2%, cresceu 1,7 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (48,5%) e 3,1 p.p. ante igual trimestre de 2020 (47,1%). “A taxa composta de subutilização (28,0%) caiu 1,6 p.p. em relação ao trimestre anterior (29,7%) e 2,1 p.p ante o mesmo trimestre de 2020 (30,1%). A população subutilizada (31,7 milhões de pessoas) caiu 4,7% (menos 1,6 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior (33,3 milhões) e 3,6% (menos 1,2 milhões de pessoas) na comparação anual”, informa a Pnad.

Dados mostram também que a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,7 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, com altas de 7,2% ante o trimestre anterior (520 mil pessoas a mais) e de 34,0% (2,0 milhões de pessoas a mais) frente ao mesmo trimestre de 2020. “A população fora da força de trabalho (74,1 milhões) caiu 2,9% (menos 2,2 milhões de pessoas) ante o trimestre anterior e 6,1% (menos 4,8 milhões de pessoas) no ano”, aponta IBGE.

A população desalentada (5,4 milhões de pessoas) caiu 10,0% ante o trimestre anterior (menos 595 mil pessoas) e 7,3% no ano (menos 426 mil pessoas). O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,0%) caiu 0,6 p.p. em relação ao trimestre anterior (5,6%) e 0,8 p.p na comparação anual (5,7%).

Número de informais sobe
A taxa de informalidade foi de 40,8% da população ocupada, ou 36,3 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,8% e, no mesmo trimestre de 2020, 37,4%, revela a Pnad.

De acordo com a pesquisa, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 30,6 milhões de pessoas, subindo 3,5% (1,0 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 4,2% (1,2 milhão) ante o mesmo trimestre de 2020.O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (10,3 milhões) subiu 6,0% (587 mil pessoas) no trimestre e 19,0% (1,6 milhão de pessoas) no ano.

Por conta própria
Segundo a Pnad, o número de trabalhadores por conta própria (25,2 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, com altas de 4,7% (mais 1,1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e 17,6% (3,8 milhões de pessoas) na comparação anual. “O número de empregadores com CNPJ foi menor da série histórica, sem variação significativa no trimestre e recuando 7,4% (menos 240 mil pessoas) no ano. O número de trabalhadores domésticos (5,3 milhões) aumentou 7,7% (mais 381 mil pessoas) ante o trimestre anterior e 16,1% (mais 739 mil pessoas) no ano”, informa a pesquisa.

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