17/04/2022 às 12h04min - Atualizada em 17/04/2022 às 12h04min

Consumo moderado de chocolate amargo faz bem ao coração, alerta cardiologista

Segundo especialista, dose diária recomendada para homens e mulheres adultos é de 30 a 50 gramas

Portal Correio
(Foto: Pixabay)
Com a proximidade da Páscoa, é bom ficar atento ao tipo de chocolate escolhido para se comer no período. O cardiologista Valério Vasconcelos afirma que o chocolate amargo tem propriedades benéficas à saúde e que a dose diária recomendada para homens e mulheres adultos é de 30 a 50 gramas.

“Feito da semente do cacaueiro, é uma das melhores fontes de antioxidantes que você pode encontrar. Estudos mostram que o chocolate amargo pode melhorar sua saúde e diminuir o risco de doenças cardíacas”, diz o especialista.

Ele também explica que um dos benefícios do chocolate amargo é o impacto que o produto tem no colesterol LDL (colesterol ruim) oxidado. Isso porque o LDL oxidado é altamente reativo e danifica os tecidos circundantes, como o revestimento das veias e artérias. Como resultado, é um fator de risco para doenças cardiovasculares.

“Vários estudos demonstram que os flavonoides do chocolate amargo (polifenóis) ajudam a prevenir a oxidação das partículas de LDL. Em um estudo, os participantes que consumiram chocolate amargo rico em polifenóis tiveram uma queda acentuada de seus níveis plasmáticos de oxidação de LDL”, comenta o cardiologista Valério Vasconcelos.

Se o consumo moderado de chocolate é bom, o excesso pode prejudicar o coração. “A alta ingestão de açúcar presente no produto pode levar a pessoa a desenvolver resistência insulínica, pré-diabetes e, posteriormente, diabetes. E quando se chega ao estágio dessa doença, o açúcar que se acumula no sangue pode afetar os olhos, os rins, os nervos, o coração e os vasos sanguíneos”, alerta o especialista.

Chocolate ao leite deve ser evitado

O chocolate ao leite contém alto teor de açúcar e deve ser evitado, afirma o médico. As gorduras saturadas contidas no alimento levam ao desenvolvimento de dislipidemias (alteração no colesterol e triglicerídeos).

“Ou seja, pode haver um aumento do LDL (o colesterol ruim), redução do HDL (o bom colesterol) e elevação dos triglicerídeos. Isso faz com que a pessoa aumente as chances de ter aterosclerose (entupimento das artérias), ataques cardíacos, AVC (acidente vascular cerebral) e outros problemas”.

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