21/09/2021 às 12h00min - Atualizada em 21/09/2021 às 12h00min

Queiroga responde com gesto obsceno a protesto de brasileiros em NY; veja vídeo

Comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, foi recebida com manifestação. Vídeo mostra ministro da Saúde reagindo.

g1

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu com um gesto obsceno a um protesto de brasileiros em Nova York na noite desta segunda-feira (20).
Em um vídeo postado nas redes sociais, Queiroga aparece em um micro-ônibus que transportava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que irá discursar na terça-feira (21) na Assembleia Geral da ONU.

 

No vídeo, é possível ver que Queiroga se levanta do banco do veículo e aponta o dedo médio para o grupo, chacoalhando as mãos sem parar. Os manifestantes também fizeram gestos obscenos em direção à comitiva.


Os manifestantes estavam na calçada em frente ao hotel em que a comitiva brasileira está hospedada, chamando Bolsonaro de "genocida" e "assassino" e gritando "Fora Bolsonaro".

Havia também um caminhão com um telão em que a imagem do presidente brasileiro era exibida com palavras que o vinculam às queimadas na Amazônia.

A comitiva de Bolsonaro já havia sido alvo de protestos mais cedo, durante um jantar na casa da embaixador brasileiro na ONU.

Bolsonaro acenou para o grupo, enquanto o ministro do Turismo, Gilson Machado, sorriu e apontou o celular para os manifestantes. Queiroga também acenou (veja no vídeo abaixo).

Bolsonaro postou um vídeo do protesto em sua rede social destacando que eram poucos os manifestantes e que deveriam estar em "um país socialista" e não nos EUA.

Viagem sem vacina
O presidente Jair Bolsonaro e comitiva embarcaram para Nova York no domingo (19), para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU, sem ter tomado qualquer vacina contra a Covid-19.

Entre os líderes do G20 (grupo dos 19 principais países do mundo e a União Europeia) presentes no encontro, Bolsonaro é o único que declarou que não tomou a vacina contra a Covid-19.
  • O que o presidente que não se vacinou deverá dizer sobre vacina na ONU
Não há divulgação oficial sobre o status vacinal de outros três líderes que vão representar seus países na assembleia: dois ministros das Relações Exteriores (da China e da Arábia Saudita) e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

Houve uma grande discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York, pois a cidade exige a comprovação da imunização para circular em espaços públicos fechados.

Mas a ONU decidiu que haveria uma exceção diplomática, pois a sede das Nações Unidas é considerada território internacional, e a entidade não vai cobrar os comprovantes de vacinação.

Pizza na rua
No domingo (19), o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, publicou em uma rede social foto do presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva comendo pizza na rua em Nova York.

Na foto estão também o presidente da Caixa, Pedro Guimarães; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; entre outros.

A cidade exige, desde 16 de agosto, que as pessoas apresentem comprovante de vacinação para frequentar lugares fechados, como restaurantes, cinemas, teatros e academias.

Ao comer na rua, a apresentação do comprovante não é necessária.

Encontro com Boris Johnson
Mais cedo, Bolsonaro se reuniu com o premiê do Reino Unido, Boris Johnson. Enquanto Johnson recomendou a vacina de Oxford/AstraZeneca, que é produzida também no Brasil, em parceria com a Fiocruz, Bolsonaro sorriu e disse que não havia tomado vacina (veja no vídeo abaixo).

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