31/01/2022 às 11h12min - Atualizada em 31/01/2022 às 11h12min

João Pessoa registra 167 casos de hepatite viral em janeiro e Saúde alerta para uso de preservativos

Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Capital mantém a distribuição dos preservativos gratuitamente nas USFs

Portal Correio
Usar preservativo durante relações sexuais é fundamental na prevenção de ISTs (Foto: Divulgação)
Usar preservativo durante relações sexuais é fundamental na prevenção de ISTs (Foto: Divulgação)
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu, nessa segunda-feira (31), um alerta sobre casos de infecções sexualmente transmissível (ISTs) em João Pessoa. Uma das preocupações, a hepatite viral já foi diagnosticada 167 vezes somente em janeiro de 2022.

A SMS destaca que, em 2021, 520 casos de HIV/aids foram notificados na rede municipal de saúde da Capital. Dentre os infectados, 41 eram gestantes. Além disso, 40 crianças foram expostas ao vírus. O número de casos de sífilis também foram alarmantes no ano passado: 667, sendo 171 congênitas e 384 em gestantes.

A melhor forma de prevenção contra as ISTs é o uso de preservativos. A Coordenação de Vigilância Epidemiológica mantém a distribuição dos itens gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USFs). Por mês, são cerca de 100 mil camisinhas distribuídas para os usuários.

“Estamos com ações de rua suspensas desde 2020 devido à pandemia, limitadas apenas ao Dezembro Vermelho, mês de prevenção à Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Daí a necessidade de abastecer as USFs e garantir preservativos como meio de segurar os números de contaminação dessas doenças”, explicou Paula Meneses, gerente de Epidemiologia da Capital.

Ela lembrou ainda que o kit preventivo (gel lubrificante, camisinhas masculinas e femininas) fica à disposição do público nas recepções dos postos de saúde e ainda que a população pode requerer esses produtos também no Centro de Referência para Atendimento das ISTs (CTA/IST).

“Ao longo dos anos, a população de João Pessoa tem se tornado uma aliada das nossas ações de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. Prova disso, é que temos percebido uma procura cada vez maior pelos preservativos na nossa rede de atendimento”, ressaltou.

Paula Meneses lembra que, além dessas doenças, o preservativo também evita a gravidez indesejada. “Por isso, não só distribuímos o material, mas também trabalhamos com orientações junto à população e oferecemos palestras gratuitas para as empresas, quando somos solicitados”, acrescentou.

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